Checklists de Implantação
O que este módulo governa
Agrupa checklists operacionais para conduzir kickoff, diagnóstico, migração, auditoria, go-live e manutenção recorrente da implantação.
Usar checklists como mecanismo de controle de qualidade e previsibilidade da implantação.
checklists-de-implantacao ? Kickoff ? Criterio-de-aceite ? Go-live ? Manutencao-recorrente
Função
Agrupa checklists operacionais para conduzir kickoff, diagnóstico, migração, auditoria, go-live e manutenção recorrente da implantação.
Etapa do framework
Jornada: implementation — Intenção: execute
Valor para IA
Use esta nota quando a tarefa exigir checklists de implantação dentro da camada 00 do Framework archeLAB. Ela ajuda agentes a entender o objetivo do módulo, quando acioná-lo, quais módulos se conectam e como interpretar sua base metodológica.
Finalidade do módulo
Este módulo consolida os checklists operacionais do Framework archeLAB para garantir que a implantação da arquitetura empresarial ocorra com disciplina, previsibilidade, rastreabilidade e critério de aceite.
No archeLAB, checklist não é burocracia.
Checklist é proteção contra falhas silenciosas.
Ele serve para impedir:
- Salto de etapa
- Diagnóstico incompleto
- Estrutura criada sem critério
- Governança esquecida
- Migração caótica
- Go-live sem validação
- Abandono pós-implantação
Papel dos checklists dentro do framework
Os checklists deste módulo existem para:
- Padronizar execução consultiva
- Reduzir dependência de memória individual
- Tornar a implantação auditável
- Facilitar transferência entre consultores
- Apoiar equipes internas
- Criar evidência objetiva de andamento
- Transformar a metodologia em rotina executável
Como este módulo deve ser usado
Cada checklist deve ser usado como mecanismo de controle de passagem entre fases.
A regra é simples:
**não avançar apenas porque a etapa começou.
Avançar quando o mínimo aceitável foi cumprido.**
Os checklists devem ser usados:
- Em projeto novo
- Em reorganização
- Em expansão da arquitetura
- Em reimplantação parcial
- Em auditoria corretiva
Estrutura dos checklists
Todo checklist do archeLAB deve incluir:
- Objetivo
- Itens de verificação
- Critério mínimo de aceite
- Sinais de problema
- Decisão recomendada: avançar, corrigir ou bloquear
Checklist 1. Kickoff
Objetivo
Garantir que a implantação começou com escopo, sponsor, contexto e direção mínimos.
Itens de verificação
- Sponsor interno definido
- Objetivo do projeto registrado
- Escopo inicial definido
- Empresa identificada com contexto mínimo
- Stakeholders principais mapeados
- Disponibilidade mínima de entrevistas confirmada
- Acesso inicial a materiais da empresa viabilizado
- Expectativa de profundidade alinhada
- Prazo macro ou janela de execução definida
- Responsabilidade do consultor líder definida
Critério mínimo de aceite
Só considerar kickoff válido se houver sponsor, escopo mínimo e disponibilidade de informação inicial.
Sinais de problema
- Ninguém claramente responsável
- Liderança quer “organizar tudo” sem definir prioridade
- Acesso documental bloqueado
- Expectativa vaga sobre resultado
Checklist 2. Diagnóstico
Objetivo
Verificar se o diagnóstico já atingiu profundidade suficiente para sustentar classificação e ativação.
Itens de verificação
- Identidade do negócio levantada
- Modelo de negócio levantado
- Oferta principal compreendida
- Perfil de cliente compreendido
- Operação principal entendida
- Estrutura de pessoas mapeada
- Tecnologia e sistemas principais levantados
- Contexto jurídico e regulatório minimamente entendido
- Estado atual da documentação observado
- Principais dores estruturais registradas
- Contradições relevantes identificadas
- Lacunas de informação registradas
- Documentos críticos já solicitados
- Evidência cruzada entre fala e realidade mínima realizada
Critério mínimo de aceite
Só encerrar diagnóstico se houver base suficiente para classificar a empresa sem chute.
Sinais de problema
- Tudo veio só da fala do fundador
- Operação real não foi observada
- Tecnologia não foi mapeada
- Jurídico foi ignorado
- Lacunas não foram registradas
Checklist 3. Classificação
Objetivo
Garantir que a empresa foi traduzida em perfil estrutural claro.
Itens de verificação
- Setor definido
- Nicho definido
- Modelo de negócio definido
- Porte definido
- Maturidade estimada
- Regulação avaliada
- Dependência tecnológica classificada
- Complexidade operacional classificada
- Recorrência de receita classificada
- Quantidade de unidades classificada
- Geografia classificada
- Implicações estruturais registradas
- Dúvidas de classificação explicitadas
- Classificações suportadas por evidência
Critério mínimo de aceite
Só avançar se a classificação já permitir decidir módulos obrigatórios, recomendados e opcionais.
Sinais de problema
- Classificação por impressão
- Termos vagos como “mais ou menos”
- Porte, maturidade e modelo misturados
- Não há ligação entre classificação e implicação estrutural
Checklist 4. Ativação de módulos
Objetivo
Garantir que a arquitetura-alvo foi decidida de forma proporcional e justificada.
Itens de verificação
- Áreas obrigatórias definidas
- Áreas recomendadas definidas
- Áreas opcionais definidas
- Áreas situacionais avaliadas
- Fusões justificadas
- Expansões justificadas
- Módulos futuros previstos
- Decisões alinhadas ao setor
- Decisões alinhadas ao porte
- Decisões alinhadas à maturidade
- Decisões alinhadas à regulação
- Prioridade de implantação definida
Critério mínimo de aceite
Só avançar quando a arquitetura-alvo estiver clara o suficiente para ser criada sem improviso.
Sinais de problema
- Ativaram tudo
- Simplificaram demais
- Não há justificativa por módulo
- Arquitetura não conversa com a realidade do negócio
Checklist 5. Criação da estrutura
Objetivo
Garantir que a estrutura física de pastas e arquivos foi criada corretamente.
Itens de verificação
- Níveis corretos respeitados
- Nomes de pastas corretos
- Nomes de arquivos espelhados corretamente
- Prefixos numéricos corretos, quando aplicáveis
- Arquivos
.mdcriados nos lugares certos - Hierarquia revisada
- Estrutura sem duplicidade
- Estrutura sem pastas órfãs
- Coerência com arquitetura-alvo confirmada
Critério mínimo de aceite
A estrutura física deve existir sem erros de nome, nível ou posicionamento.
Sinais de problema
- Arquivo com nome diferente da pasta
- Pasta criada fora da hierarquia
- Numeração errada
- Duplicidade estrutural
Checklist 6. YAML e metadados
Objetivo
Garantir que os arquivos possuam frontmatter completo e coerente.
Itens de verificação
titlecorretoordercorretoiconcorretobannercorretoimg_featurecorretoblockedpreenchidocreated_atpreenchidoupdated_atpreenchidoentity_typecorretoprojectcorretocategorycorretasubcategorycorretadepartmentcorretotagscorretas- Coerência entre YAML e arquivo
- Ausência de campos fora do padrão
Critério mínimo de aceite
Não avançar com conteúdo se o YAML estiver inconsistente.
Sinais de problema
- Category errada
- Subcategory faltando em nível 3
- Tag do arquivo errada
- Banner fora do padrão
departmentcom nome incorreto
Checklist 7. Criação dos documentos-mãe
Objetivo
Garantir que as áreas mais críticas tenham documentação explicativa e normativa mínima.
Itens de verificação
- Finalidade escrita
- Papel no negócio descrito
- Escopo definido
- Entradas e saídas identificadas
- Tipos documentais aceitos definidos
- Tipos proibidos definidos
- Riscos de ausência descritos
- Dependências com outras áreas descritas
- Valor para IA descrito
- Lógica de uso documentada
Critério mínimo de aceite
As áreas críticas devem conseguir ser entendidas sem depender de transmissão oral.
Sinais de problema
- Conteúdo genérico
- Conteúdo sem utilidade operacional
- Documento parece bonito, mas não orienta decisão
- Ausência de risco e escopo
Checklist 8. Revisão de governança
Objetivo
Verificar se a estrutura já possui governança mínima aplicável.
Itens de verificação
- Política mínima de governança criada
- Responsáveis definidos
- Owners por área identificados
- Revisão documental prevista
- Lógica de retenção definida
- Lógica de arquivamento definida
- Controle de sigilo definido
- Política de obsolescência definida
- Relação com
99_Arquivo_Mortodefinida
Critério mínimo de aceite
A implantação não deve seguir para operação sem governança mínima.
Sinais de problema
- Estrutura pronta sem dono
- Documentos sem ciclo de vida
- Ninguém sabe quando revisar
- Obsoleto misturado com ativo
Checklist 9. Migração
Objetivo
Garantir que a migração de conteúdo para a nova estrutura foi feita com critério.
Itens de verificação
- Conteúdo ativo priorizado
- Conteúdo histórico separado
- Documentos obsoletos identificados
- Duplicidades detectadas
- Itens críticos preservados
- Arquivos sem função descartados ou sinalizados
- Metadados mínimos preenchidos nos itens prioritários
- Conteúdo não foi migrado cegamente
- Backlog de saneamento registrado
Critério mínimo de aceite
A nova estrutura deve receber primeiro o que é vivo, crítico e útil.
Sinais de problema
- Migração em massa sem classificação
- Bagunça antiga apenas movida
- Histórico misturado com operação
- Ausência de critérios de retenção
Checklist 10. Auditoria
Objetivo
Verificar se a implantação atingiu aderência mínima ao framework.
Itens de verificação
- Áreas obrigatórias presentes
- Módulos coerentes com a classificação
- YAML consistente
- Documentos-mãe críticos presentes
- Governança mínima ativa
- Owners definidos
- Taxonomia coerente
- Duplicidade controlada
- Ciclo de vida respeitado
- Principais inconformidades registradas
Critério mínimo de aceite
Só considerar a implantação entregue se a auditoria mínima estiver concluída.
Sinais de problema
- “está tudo criado”, mas nada foi validado
- Ninguém auditou a qualidade
- Estrutura não reflete classificação
- Documentos críticos ausentes
Checklist 11. Go-live
Objetivo
Garantir que a empresa está pronta para usar a nova arquitetura de forma real.
Itens de verificação
- Estrutura validada
- Owners alinhados
- Equipe crítica orientada
- Governança comunicada
- Caminhos principais de uso demonstrados
- Documentos essenciais disponíveis
- Backlog pós-go-live registrado
- Suporte inicial de transição previsto
Critério mínimo de aceite
Go-live só acontece quando o sistema pode ser usado sem depender do consultor em cada microdecisão.
Sinais de problema
- Estrutura só o consultor entende
- Equipe não sabe onde guardar
- Ninguém conhece as regras
- Owners ainda não assumiram o uso
Checklist 12. Manutenção recorrente
Objetivo
Garantir continuidade e não abandono do framework após implantação.
Itens de verificação
- Owner do framework definido
- Calendário de revisão definido
- Auditoria periódica prevista
- Revisão de taxonomia prevista
- Política de atualização de documentos mestre definida
- Expansão futura prevista
- Indicadores de saúde da estrutura sugeridos
Critério mínimo de aceite
A implantação só se sustenta se existir rotina de manutenção.
Sinais de problema
- Projeto entregue e abandonado
- Sem calendário
- Sem dono
- Sem revisão
Critérios mínimos de aceite gerais
Uma implantação archeLAB só deve ser considerada minimamente aceitável quando:
- A empresa foi diagnosticada
- A empresa foi classificada
- Os módulos corretos foram ativados
- A estrutura existe sem erro de base
- O YAML está consistente
- As áreas críticas possuem documentação-mãe
- A governança mínima existe
- A migração crítica ocorreu
- A auditoria mínima foi realizada
- A manutenção foi prevista
Sinais estruturais de problema
- Excesso de dependência de uma pessoa
- Estrutura criada sem lógica formal
- Áreas sem owner
- Documentos com YAML incorreto
- Confusão entre ativo e histórico
- Governança desenhada e não aplicada
- Promessas de automação sem taxonomia madura
Conclusão
Os Checklists de Implantação são o freio de segurança do Framework archeLAB.
Eles não existem para deixar o processo mais pesado.
Eles existem para impedir que a arquitetura perca consistência exatamente no momento em que começa a ganhar volume.
No archeLAB, método sem checklist vira intenção.
Método com checklist vira execução confiável.



